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Roteiro


 

ESTRADA GERAL DO SERTÃO

ROTEIRO CHAPADA DIAMANTINA

 

A estrada Geral do Sertão começava em Cachoeira, um importante porto fluvial no Recôncavo Baiano desde o século XVIII, localizado na margem do Rio Paraguaçu, próximo a Salvador. Seu itinerário seguia rumo ao sertão ligando as regiões mineradoras de Minas, Goiás e Mato Grosso, por meio de rotas  que convergiam para o rio São Francisco.

Cachoeira preservou a sua identidade cultural e histórica com o passar dos anos, a que a faz um dos principais roteiros turísticos históricos do estado. Além disto, a imponência do seu casario barroco, das suas igrejas e museus, levou a cidade a alcançar o status de "Cidade Monumento Nacional" e "Cidade Heroica" (pela participação decisiva nas lutas pela independência do Brasil) a partir do Decreto 68 045, de 13 de Janeiro de 1971, assinado pelo presidente  Médici. (01) Seu porto era utilizado para o escoamento de Fumo e Açúcar, além de outros produtos agrícolas para Salvador (capital  do Brasil até 1763).

Veja o que diz Luiz da Cunha Menezes (Fanfarrão Minézio de Cartas Chilenas), em 1778,  quando deixava Cachoeira com destino a Vila Boa, a fim de assumir como governador da capitania de Goiás:

“ A sua boa situação, e ser passagem de todos os sertões a faz ser muito opulenta por atrair a si um grande comércio, não só de gêneros de que neste se precisam, mas pela grande exportação, que todos os anos faz para a Cidade da Bahia, tanto em trabalho quanto em pau brasil”. (02)

 

Luis da Cunha Menezes, 1778.

 

(1)pt.wikipedia.org/wiki/Cachoeira_(Bahia), acesso em 15/05/2015.

(2)Notícia Geral da Capitania de Goiás. Paulo Bertran. Solo Editores, Goiânia/Brasília:1997.





A base documental que identificou a o trajeto da Estrada Geral do Sertão teve dois importantes  relatos de viagem, produzidos nos séculos XVIII e XIX:

- o primeiro é o roteiro de viagem de D. Luiz da Cunha Menezes, imortalizado como Fanfarrão Minésio, quando saiu da cidade Cachoeira (localizada no Recôncavo Baiano próximo a Salvador,) e se dirigiu para Goiás, a fim de assumir como governador da capitania, no ano de 1778.

- O outro foi o roteiro da expedição “O Rio São Francisco e a Chapada Diamantina”,  organizada pelo governo imperial, da qual fez parte  o engenheiro negro Teodoro Sampaio. Essa expedição navegou todo o Rio São Francisco, desde Penedo (AL) até Paracatu e atravessou a Chapada Diamantina, se dirigindo para Salvador\BA, em 1879.





Saindo de Cachoeira,  D. Luiz da Cunha Menezes, atravessou  a Ponte D. Pedro II, sobre  o Rio Paraguaçu,  e chegou à  São Félix,  localizada do outro lado do rio. De lá iniciou um longa jornada para o sertão brasileiro, tendo demorado dois meses e  e dezesseis dias para chegar a capital de Goiás.

“Da outra parte do Rio é o Arraial de São Félix, pousado dos Cumboeiros de todos os sertões, para boa comodidade destes, fora do grande números de Canoas, tem uma boa Barca a qual faz um bom serviço, sem embargo de não estar no verdadeiro pé. A meia légua de distância deste por uma grande e íngreme ladeira, não obstante aproveitarem-se das senuzidas do terreno, é o Arraial de Muritiva. O comércio deste monta anos por outros a vinte mil cavalos, tanto para os Cumboeiros como para os Engenhos e mais Fazendas [...]”. (03)

(03)  Notícia Geral da Capitania de Goiás. Paulo Bertran. Solo Editores, Goiânia/Brasília:1997

 

 

Após dezoito dias de  uma longa viagem, Cunha Menezes chegou a Rio de Contas, fincada nas “grinfas” da chapada Diamantina sul. Foi a primeira cidade planejada do Brasil, e hoje conta com um rico e  conservado  acervo patrimonial, com mais de 400 casarões tombados, praças e ruas com traçado antigo.  Possui uma belíssima  Igreja de Pedras, além de outros  valiosos monumentos. A cidade está a 1050 m acima do nível do mar,  e lá embaixo, no pé da serra,  está a cidade de Nossa Senhora do Livramento numa altitude de 500 metros acima do nível do mar. Para se chegar a Rio de Contas, sobe-se sobre uma estrada asfaltada de 11 km , numa ladeira com desnível de  550 metros.

 

 

 

Trecho da Estrada Real,  no sul da Chapada Diamantina em Rio de Contas/BA. São 8 km de subida bastante íngreme, calçados com pedras, desde a cidade de Nossa Senhora do Livramento (700m altitude),  localizada no pé da serra até a cidade de Rio de Contas  (1200m alt.) no topo da Chapada. Normalmente, os turistas demoram, em média três horas de caminhada, bastante cansativa, subindo um desnível de aprox.  500m de altitude.

Essa  picada foi aberta no século  XVIII, tornando-se uma importante rota de comunicação daquela época,  ligando  a cidade de Salvador, ainda capital do Brasil Colônia, às regiões mineradora s de Minas, Goiás e Mato Grosso.

 

 

 

 

 

 

 

 



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